A respiração que precede ao toque

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Quando ele a beijava tudo por segundos fazia sentindo e se justificava. Ela era dele e nunca mais conseguiria ser de outro. O perfeito encaixe dos maxilares. Através do olhar dele ela se sentia a mais bela e desejada das mulheres. Ele tinha adoração por sua pele, pelos e líquidos, ela sabia que merecia essa adoração. Ele a tratava como única, ela se sentia a única. Ele conhecia cada lugar de seu corpo que lhe dava prazer, ela estremecia. O toque lento e profundo, as digitais dele a penetravam com cuidado e vontade, dilacerando seus músculos e amarras. Ela se entregava. Rendida, ela sempre suplicava por mais um toque, se abrindo em pernas e poros, para receber prazer. Recebia, sempre recebia, porque a fome dentre eles era insaciável, passavam horas e horas se amando disfarçados de sexo. A maioria das coisas nunca precisaria ser dita, eles se entendiam por gemidos, risadas, gozos e olhares. E era quando o olhar negro dela congelava no olhar verde azulado dele que ela sabia que pela primeira vez ela estava inteira para outro ser e que aquele homem resolveu ser inteiro para ela, para sempre a mesma sensação. Porém, medo ela tinha, então, sugava tudo o que podia daquilo, pois a fome poderia vir.  E no momento que sentia a mão dele a se aproximar, inspirava fundo, fazia uma pequena prece de agradecimento, fechava os olhos e expirava, para sentir pelo menos por mais uma vez àquele toque.

Postado ao som de Ashley Monroe & Brendan Benson – Consider me

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