Às vezes acontece…

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E de repente virou amor, depois de tanto tempo, de tudo tão estabelecido em nossas vidas, eu me vi te amando. Me pergunto como aconteceu? Por que aconteceu? Não fazia parte dos planos, o combinado era você vir, me dar prazer e ir, como se fôssemos dois estranhos, repetindo o mesmo ato ensandecido pós bebedeira que nos uniu. Mas você resolveu ser gentil, se preocupar, me dar carinho, colo, você virou meu amigo, meu amigo!. E com isso, você mostrou o que de melhor tinha dentro do seu coração e começou a fazer meus dias mais leves e meu sorriso se entregou para você com uma facilidade assustadora. Mas como Rainha de Espadas que sou, eu racionalizei tudo o quê estava acontecendo do alto do meu trono com extrema segurança e a arrogância que eu jamais me deixaria levar. Mas a cabeça não manda quando a alma vibra, e num misto de dor/amor e desprezo por você ser tão bom comigo eu concluo que está na hora de você ir. Vá e me deixe aqui no meu mundo, que ele é de pedra e seguro. Vá e leve consigo todos os meus gozos e suspiros. Te arranca da parede e do meio da minhas pernas. Leva seu cheiro, seu corpo que tanto me pesa nessa hora e essa presença invisível que ronda pela minha casa como um mal olhado que me deseja, leva tudo de bom que você tem, porque não é para mim, nunca foi e nunca será, e pelo menos com relação a isso eu ainda consigo pensar.

Postado ao som de Massive Attack – Teardrop

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