Quando a chuva vem

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Há dias está ventando forte, um vento que exige que todas as portas e janelas permaneçam fechadas, nada entra, nada sai. Há dias a tempestade ameaça cair, pesada e destruídora, daquelas que promete devastar tudo o que está no caminho, porém, só no horizonte ela passa, não causa nenhum mal, só aflige. Há dias os dias e noites estão carregados de nuvens carregadas, com todas as tonalidades de cinza da minha pequena aquarela, como pensamentos perturbadores e obsessivos as nuvens estão ali estáticas, impassíveis mesmo com a ventania que por terra se agitava. Há dias tudo parece que vai desabar, ruir, morrer, mas hoje amanhaceu chovendo, uma chuva branda e contínua que já perdura há horas. Uma chuva daquele tipo que lava todas as coisas abaixo desse céu que além de azul, estrelado, dourado e perfeito, também consegue ser tão assustador. Por isso, é preciso sempre se deixar chover, pois quando a chuva vem, o ar limpa, a alma lava, e a vida se manifesta, mais pulsante, clara, verde e vermelha.

Postado ao som de Criolo – Ainda Há Tempo

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